
A presidente Dilma Rousseff cancelou o pronunciamento que faria nesta quinta-feira (7) durante cerimônia de comemoração para pequenos empresários devido à morte de dez crianças por um atirador que invadiu uma escola no bairro de Realengo na manhã de hoje. A presidente afirmou que não faria discurso “devido ao fato que aconteceu em Realengo”.
Emocionada, a presidente chorou ao pedir aos presentes um minuto de silêncio pela morte das crianças.
- Homenageando crianças inocentes que perderam a vida e o futuro lá em Realengo. E proponho um minuto de silêncio para que nós façamos nossa homenagem a esses brasileirinhos que foram retirados tão cedo da vida.
Em seguida, ela encerrou a cerimônia e se retirou do Salão Nobre do Palácio do Planalto, onde acontecia o evento. Estavam presentes na cerimônia vários ministros de Estado, como Guido Mantega (Fazenda), Helena Chagas (Comunicação Social) e Garibaldi Alves (Previdência), além de senadores, deputados, prefeitos e outras autoridades brasileiras.
Pouco antes, por meio do porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baerna, Dilma afirmou que “acompanha com grave preocupação” o episódio no Rio e que está “chocada e consternada”.
O caso
O secretário Estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, confirmou 11 mortos no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio. Segundo ele, morreram nove meninas, um menino e o próprio atirador. Os estudantes têm entre 12 e 14 anos. Mais cedo, policiais militares e oficiais do Corpo de Bombeiros informaram que 12 crianças haviam morrido. Segundo informações preliminares, cerca de 22 pessoas foram feridas, quatro delas estão em estado grave.
O atirador, que foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, e que seria ex-aluno da escola, invadiu uma das salas de aula atirando. De acordo com Sérgio Côrtes, as crianças foram atingidas no tórax, abdome e cabeça, áreas consideras vitais, o que indica que o atirador tinha intenção de matar.
- Eu não esperava na minha vida um momento como esse. Médicos que não estavam de plantão vieram e estão no centro cirúrgico.
Wellington teria tentado fugir, mas foi interceptado por policias que faziam uma operação na região. Ele estaria com duas armas e teria se suicidado após fazer os disparos.